ENFERMOS - RITUAL ROMANO - CAPÍTULO I - Liturgia Católica Apostólica Romana

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ENFERMOS - RITUAL ROMANO - CAPÍTULO I

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CAPÍTULO I

VISITA E COMUNHÃO DOS DOENTES


I 

VISITA DOS DOENTES


42. Todos os fiéis, animados da caridade e da solicitude de Cristo e da Igreja para com os doentes, cada um segundo a sua condição, cuidem deles com empenho, visitando-os, confortando-os no Senhor e auxiliando-os fraternalmente nas suas necessidades.


43. Mas sobretudo os párocos, e todos os que cuidam dos doentes, ajudem-nos com palavras de fé que os levem a conhecer o significado da doença no mistério da salvação; exortem-nos, além disso, a que, iluminados pela fé, saibam unir-se a Cristo padecente e possam por fim santificar a doença com a oração, da qual aprenderão a haurir a fortaleza de ânimo para suportar as dores. 

Procurarão, no entanto, levar a pouco e pouco os doentes a participarem nos sacramentos da Penitência e da Eucaristia, recebendo-os com a devida preparação e frequência, segundo a condição de cada um, e particularmente a receberem em devido tempo a Santa Unção e o Viático.


44. Convém que os doentes sejam levados a orar, quer sozinhos, quer juntamente com os seus familiares ou com aqueles que lhes prestam assistência ou cuidados, tirando as orações sobretudo da Sagrada Escritura ou meditando aquilo que em Cristo e nas suas ações ilumina o mistério da doença humana, ou tomando as fórmulas e os sentimentos dos Salmos e de outros textos. Mas para fazerem devidamente esta oração, sejam ajudados com meios oportunos; e, de boa vontade, os sacerdotes façam mesmo algumas vezes com eles essas orações. 


45. Ao visitar os doentes, o sacerdote poderá organizar, com elementos aptos, uma oração em comum, à maneira de breve celebração da Palavra de Deus, que deve ser preparada por um diálogo fraterno. Mas à leitura da Palavra de Deus, junte-se oportunamente a oração, que deve ser tomada dos Salmos, de outras orações ou ladainhas; e no fim dê a bênção ao doente com a imposição das mãos, se parecer oportuno.



II

COMUNHÃO DOS DOENTES 


46. Cuidem os pastores de almas que aos doentes e às pessoas de idade avançada, mesmo que não sofram de doença grave nem estejam em perigo de vida, se lhes facilite a recepção da Eucaristia, com frequência e até todos os dias, se for possível, sobretudo no tempo pascal. 

Aos doentes que não podem receber a Eucaristia sob a espécie do pão, é permitido receberem-na apenas sob a espécie do vinho, observando o que se diz mais abaixo no n. 95. 

Os que prestam assistência ao doente podem receber com ele a sagrada Comunhão, observando-se o que sobre isso está prescrito. 


47. Quando se tiver de administrar a Comunhão fora da igreja, levem-se as sagradas espécies encerradas numa caixinha ou num pequeno vaso e com trajo e modo adequados às circunstâncias locais. 


48. Os que vivem com o doente, ou cuidam dele, sejam avisados para prepararem devidamente uma mesa com toalha, sobre a qual se deponha o Santíssimo Sacramento. Se é costume, coloque-se também sobre a mesa um vaso com água benta e um hissope ou raminho, que sirva para a aspersão, assim como velas.



RITO ORDINÁRIO 

DA COMUNHÃO DOS DOENTES 


49. Ao aproximar-se do doente, o sacerdote, vestido de forma adequada à dignidade deste sagrado ministério, saúda o doente e as outras pessoas presentes com amabilidade, usando, se as circunstâncias o aconselharem, a seguinte saudação: 

Paz a esta casa e a todos os que nela vivem. 

Ou: 

A paz do Senhor esteja convosco (contigo)

______________________________________ 

Ou: 

V. A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, 

o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo 

estejam convosco. 

R. Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo. 

Ou: 

V. A graça e a paz de Deus, nosso Pai, 

e de Jesus Cristo, Nosso Senhor, 

estejam convosco. 

R. Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo. 

______________________________________ 


Depois, colocando sobre a mesa o Santíssimo Sacramento, adora-O com as pessoas presentes.


50. 
A seguir, conforme a oportunidade, tomando a água benta, asperge o doente e o quarto, dizendo a seguinte fórmula: 

Lembre-nos esta água o Batismo que recebemos, 

e recorde-nos Jesus Cristo 

que nos remiu com a sua paixão e ressurreição. 


51. 
Se for necessário, o sacerdote ouça a confissão sacramental do doente. 


52. 
Mas, quando a confissão sacramental não se faz dentro do rito ou há outras pessoas para comungar, o sacerdote convida os doentes e demais pessoas presentes, com estas palavras ou outras semelhantes, a fazerem o ato penitencial: 

Irmãos: para participarmos dignamente nesta celebração, 

reconheçamos que somos pecadores. 


E faz-se um breve silêncio. Depois, o sacerdote diz: 

Confessemos os nossos pecados. 


E todos continuam 

Confesso a Deus todo-poderoso 

e a vós, irmãos, 

que pequei muitas vezes 

por pensamentos e palavras, atos e omissões, 


e, batendo no peito, dizem: 

por minha culpa, minha tão grande culpa. 


e continuam: 

E peço à Virgem Maria, 

aos Anjos e Santos, 

e a vós, irmãos, 

que rogueis por mim a Deus, nosso Senhor.


O sacerdote conclui: 

Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, 

perdoe os nossos pecados 

e nos conduza à vida eterna. 


Todos respondem: 

Amen. 

______________________________________ 


Outras fórmulas do ato penitencial: 

Irmãos: para participarmos dignamente nesta celebração, 

reconheçamos que somos pecadores. 


Depois de um breve silêncio, o ministro diz: 

Tende compaixão de nós, Senhor. 


Todos respondem: 

Porque somos pecadores. 


Sacerdote: 

Manifestai, Senhor, a vossa misericórdia. 


Todos respondem: 

E dai-nos a vossa salvação. 


E o sacerdote conclui: 

Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, 

perdoe os nossos pecados 

e nos conduza à vida eterna. 


Todos respondem: 

Amen.


Ou: 

Irmãos: para participarmos dignamente nesta celebração, 

reconheçamos que somos pecadores. 


Faz-se um breve silêncio. A seguir o sacerdote, ou outro dos presentes, pronuncia estas invocações ou outras semelhantes, seguidas de 
Senhor, tende piedade de nós. 

Senhor, que pelo vosso mistério pascal 

nos alcançastes a salvação, 

Senhor, tende piedade de nós. 

R. Senhor, tende piedade de nós. 


Sacerdote: 

Cristo, que renovais constantemente no meio de nós 

as maravilhas da vossa Paixão, 

Cristo, tende piedade de nós. 

R. Cristo, tende piedade de nós. 


Sacerdote: 

Senhor, que nos tornais participantes do sacrifício pascal pela comunhão do vosso Corpo, 

Senhor, tende piedade de nós. 

R. Senhor, tende piedade de nós. 


E o sacerdote conclui: 

Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, 

perdoe os nossos pecados 

e nos conduza à vida eterna. 


Todos respondem: 

Amen. 

______________________________________


53. 
Então, conforme parecer oportuno, um dos presentes, ou mesmo o sacerdote, pode ler um texto da Sagrada Escritura, por exemplo: 


Jo 6
, 54: 

Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue 

tem a vida eterna 

e Eu o ressuscitarei no último dia. 

A minha Carne é verdadeira comida 

e o meu Sangue é verdadeira bebida. 


Jo 6
, 54-59: 

Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue 

tem a vida eterna 

e Eu o ressuscitarei no último dia. 

A minha Carne é verdadeira comida 

e o meu Sangue é verdadeira bebida. 

Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue 

permanece em Mim, e Eu nele. 

Assim como o Pai, que vive, Me enviou, 

e Eu vivo pelo Pai, 

também aquele que Me come viverá por Mim. 

Este é o pão que desceu do Céu; 

não é como aquele que os vossos pais comeram, 

e morreram; 

quem comer deste pão viverá eternamente. 


Jo 14, 6: 

Eu sou o caminho, a verdade e a vida. 

Ninguém vai ao Pai senão por Mim. 


Jo 14
, 23: 

Se alguém Me ama, guardará a minha palavra; 

Meu Pai o amará, viremos a ele 

e faremos nele a nossa morada.


Jo 14
, 27: 

Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. 

Não vo-la dou como a dá o mundo. 

Não se perturbe nem se intimide o vosso coração. 


Jo 15
, 4: 

Permanecei em Mim e Eu permanecerei em vós. 

Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, 

se não permanecer na videira, 

assim também vós, se não permanecerdes em Mim. 


Jo 15
, 5: 

Eu sou a videira, vós sois os ramos. 

Se alguém permanecer em Mim e Eu nele, 

esse dá muito fruto, 

porque sem Mim nada podeis fazer. 


1 Cor 11
, 26: 

Todas as vezes que comerdes deste pão 

e beberdes deste cálice, 

anunciareis a morte do Senhor, até que Ele venha. 


1 Jo 4
, 16: 

Nós conhecemos o amor que Deus nos tem 

e acreditamos no seu amor. 

Deus é amor: 

quem permanece no amor permanece em Deus 

E Deus permanece nele. 

Pode dar-se uma breve explicação destes textos, se parecer oportuno.


54. 
Então, o sacerdote introduz a oração dominical com estas palavras ou outras semelhantes: 

E agora, num só coração e numa só alma, 

digamos como o Senhor nos ensinou: 

E todos continuam: 

Pai nosso, que estais nos céus, 

santificado seja o vosso nome; 

venha a nós o vosso reino; 

seja feita a vossa vontade 

assim na terra como no céu. 

O pão nosso de cada dia nos dai hoje; 

perdoai-nos as nossas ofensas, 

assim como nós perdoamos 

a quem nos tem ofendido; 

e não nos deixeis cair em tentação; 

mas livrai-nos do mal. 


55. 
Então o sacerdote, apresentando o Santíssimo Sacramento, diz: 

Felizes os convidados para a Ceia do Senhor. 

Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. 


O doente e os que estiverem para comungar dizem uma só vez: 

Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, 

mas dizei uma palavra e serei salvo. 


56. 
O sacerdote aproxima-se do doente e, mostrando-lhe o Santíssimo Sacramento, diz: 

O Corpo de Cristo (ou: O Sangue de Cristo).


O doente responde: 

Amen. 

E comunga. 

As pessoas presentes, que desejam comungar, recebem o Santíssimo Sacramento segundo o modo habitual. 


57. 
Acabada a distribuição da Comunhão, o ministro faz a purificação do costume. Entretanto, segundo as circunstâncias, pode observar-se por algum tempo o silêncio sagrado. 


Depois, o sacerdote diz a oração de conclusão: 

Oremos. 

Deus eterno e omnipotente, 

nós Vos pedimos, cheios de confiança, 

que o Santíssimo Corpo (Santíssimo Sangue

de Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, 

que este nosso irmão (nossa irmãrecebeu, 

seja remédio de vida eterna 

para o seu corpo e para a sua alma. 

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, 

que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. 


Ou: 

Deus de infinita bondade, 

que, pelo mistério pascal do vosso Filho, 

consumastes a obra da salvação humana, 

fazei que, anunciando neste divino sacramento 

a morte e a ressurreição de Cristo, vosso Filho, 

sintamos crescer em nós a obra da redenção. 

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, 

que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


Ou: 

Deus de bondade, 

que nos fizestes participantes 

dum mesmo pão e dum mesmo cálice, 

concedei que, unidos na alegria e no amor de Cristo, 

demos fruto abundante para a salvação do mundo. 

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, 

que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. 


Ou: 

Nós Vos damos graças, Senhor, 

pelo alimento celeste que recebemos 

e imploramos da vossa misericórdia 

que, pela ação do Espírito Santo, 

perseverem na vossa graça 

os que receberam a força do alto. 

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, 

que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. 


58. 
Depois, abençoa o doente e as pessoas presentes, ou fazendo sobre eles o sinal da cruz com a píxide, se sobraram partículas, ou usando as fórmulas que se costumam usar no rito dos doentes (nn. 79, 237 ou 238) ou no fim da Missa.

 



2 

RITO BREVE 

DA COMUNHÃO DOS DOENTES 

 

59. Este rito breve destina-se a ser usado quando a sagrada Comunhão é dada a vários doentes, que se encontram em diferentes quartos ou salas do mesmo edifício, por exemplo, do mesmo hospital. Podem juntar-se-lhe, se for conveniente, outros elementos do rito ordinário. 

 

60. Se alguns doentes quiserem reconciliar-se, o sacerdote ouça-os de confissão e absolva-os em tempo conveniente, antes de começar a distribuir a Comunhão. 

61. O rito pode começar na igreja ou capela ou no primeiro quarto, dizendo o sacerdote a antífona seguinte, ou outra que venha proposta no Ritual particular: 

Ó sagrado Banquete, 

em que se recebe Cristo 

e se comemora a sua Paixão, 

em que a alma se enche de graça 

e nos é dado o penhor da futura glória. 

 

Ou: 

Como é suave, Senhor, o vosso Espírito! 

Para nos mostrar a vossa bondade, 

destes-nos um pão delicioso descido do céu 

que sacia de bens os famintos 

e deixa os ricos de mãos vazias.

 

Ou: 

Eu sou o pão vivo descido do Céu; 

se alguém comer deste pão viverá eternamente; 

e o pão que Eu hei de dar é a minha carne 

que Eu darei pela vida do mundo. 

 

62. Então o sacerdote, acompanhado, se possível, por alguma pessoa com uma vela, aproxima-se dos doentes que estejam para comungar e diz, ou uma só vez para todos os que estão na mesma sala, ou para cada um em particular: 

Felizes os convidados para a Ceia do Senhor. 

Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. 

 

E cada um dos que comungam acrescenta: 

Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, 

mas dizei uma palavra e serei salvo. 

E recebe a comunhão segundo o modo habitual. 

 

63. A oração de conclusão pode dizer-se quer na igreja ou capela, quer no último quarto, omitindo a bênção (n. 57).

 
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